sexta-feira, 26 de outubro de 2012

ANARQUISTAS, GRAÇAS A DEUS


Em seu livro Anarquistas, Graças a Deus, publicado em 1979, a escritora Zélia Gattai conta a história de um grupo particularmente interessante de imigrantes que vieram ao Brasil, os anarquistas, que influenciaram muito a luta antifascista, antirracista e antiimperialista no país, principalmente em São Paulo, durante a Revolução Tenentista de 1924.Um relato emocionante da vida dos imigrantes italianos na São Paulo do começo do século XX. Mas não é só isso. Nesse romance Zélia narrou a saga da família Gattai e os desdobramentos de sua vinda para o Brasil com o ideário de "fazer a América", sonho partilhado por milhares de seus conterrâneos.Filha de imigrantes italianos que chegaram a São Paulo no começo do século passado, Zélia conta histórias da sua família, composta por anarquistas que pregavam a fundação de uma sociedade sem leis, sem religião ou propriedade privada, em que mulheres e homens tivessem os mesmos direitos e deveres. Como pano de fundo, a descrição do cotidiano de uma cidade em desenvolvimento. Anarquistas, graças a Deus nos coloca em contato com a saga de muitos imigrantes, com a chegada destes ao Brasil no início do século XX.

A fuga da Itália, o caminho percorrido, as dificuldades em chegar a um país estranho, e ser um estrangeiro em outro país saído recentemente da escravidão. É uma história familiar, um álbum de memórias, de lembranças, de recordações de uma família italiana como qualquer outra, mas que, também como toda família, tem uma história especial, cercada de alegrias e preocupações, com questões ideológicas e valores particulares. Retrata também o movimento ideológico dentre os imigrantes - um grupo forte, unido, familiar - e a ajuda mútua que prevalece entre eles, a amizade, o companheirismo, a luta em favor de viver bem, e que isso seja mérito de todos, sem exceção. Uma história que simples e comovente, e que nos fazpensar em tantas situações que fizeram muitas famílias saírem de sua terra e tentarem sobreviver em outro país. Mas que conseguiram, além da sobreviver, viver com dignidade.
Livro Anarquistas, graças a Deus, de Zélia Gattai, Companhia das Letras







Descrição da obra:
Publicado em 1979 e transformado em minissérie da rede Globo em 1984, Anarquistas, graças a Deus é o livro de estréia de Zélia Gattai e seu primeiro grande sucesso.
Filha de anarquistas chegados de Florença, por parte do pai Ernesto, e de católicos originários do Vêneto, da parte da mãe Angelina, a escritora trazia no sangue o calor de seus livros. Trinta e quatro anos depois de se casar com Jorge Amado, a sempre apaixonada Zélia abandona a posição de coadjuvante no mundo literário e experimenta a própria voz para contar a saga de sua família.
É assim que ficamos conhecendo a intrépida aventura dos imigrantes italianos em busca da terra de sonhos, e o percurso interior da pequena Zélia na capital paulista - uma menina para quem a vida, mesmo nos momentos mais adversos ou indecifráveis, nunca perdeu o encanto. A determinação de seu Ernesto e a paixão pelos automóveis, a convivência diária com os irmãos e dona Angelina, os sábios conselhos da babá Maria Negra, as idas ao cinema, ao circo e à escola, as viagens em grupo, o avanço da cidade e da política - nestas crônicas familiares, vida e imaginação se embaralham, tendo como pano de fundo um Brasil que se moderniza sem, contudo, perder a magia.
Exímia contadora de histórias, Zélia as transforma em instrumento privilegiado para o resgate da memória afetiva. Foi Jorge Amado quem, um dia, lendo um conto de qualidade duvidosa que Zélia rascunhava, pescou essa veia de documental. Apontou-lhe o caminho e mostrou que ela se alimentava de sua rica ascendência familiar. Surge assim a Zélia memorialista, para quem a literatura provém não tanto da invenção, mas do trato apurado da memória e do desfiar cuidadoso, mas sem melindres, da intimidade.
Em suas mãos, a literatura se torna, mais que confissão, auscultação do mundo. É tendência para o registro e o testemunho, que cimentam não só um estilo quase clínico de observar a existência, mas uma maneira de existir. Pois é da persistência do espanto que Zélia, em resumo, trata. Se Jorge Amado foi uma espécie de biógrafo involuntário do Brasil, Zélia Gattai se afirma como a grande narradora de nossa história sentimental.
Posfácio Lilia Moritz Schwarcz

O GUARANI


O GUARANI
de José de Alencar
José de Alencar, um dos grandes patriarcas da literatura brasileira, pelo volume e mensagem de sua obra, deu à ficção produzida no século XIX, um tratamento monumental. Escritor romântico, enfocou os mais importantes aspectos da nossa realidade: o índio e o branco; a cidade e o campo; o sertão e o litoral. A presente obra, que lhe granjeou popularidade ao ser lançado em folhetim, era lido avidamente, até nas ruas, à luz dos lampiões. O romance conta a história de amor entre o índio Peri e a moça branca Ceci, tendo como cenário o Brasil do século XVII.
O Guarani foi o primeiro romance indianista escrito por José de Alencar. Na tentativa de criar um herói de identidade nacional. Alencar conta a história do índio Peri, o “bom selvagem”, e sua comovente devoção pela portuguesa Cecília. A história se passa no período de pré-descobrimento, e a intenção de Alencar foi, basicamente, mostrar a influência do colonizador português sobre os índios, corrompendo sua cultura e religião.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

PROFESSORA DO LENY BARROS RECEBE "DIPLOMA DE PROFESSOR PADRÃO 2012"





        Na noite desta segunda-feira, dia 22 de outubro de 2012, em um Ato Solene na Câmara Municipal de Assis, tivemos o privilégio de assistirmos à entrega do "Diploma de Professor Padrão do Ano - 2012" à Professora Elizabeth Escame Dorta (a nossa querida Beth). Somos testemunhas da relevância do seu trabalho docente, imprescindível à equipe Leny Barros, que busca aprimorar-se, construir conhecimentos significativos com seus alunos e manter uma convivência saudável.
    Sentimo-nos honrados por compartilharmos da sua companhia diária, da sua solidariedade, do seu companheirismo, da sua atenção e, sobretudo, do seu comprometimento com a qualidade da educação pública.

Parabéns, Beth!!
Amigos do Leny 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

HISTÓRIA DO NAVEGADOR JOÃO DE CALAIS E DE SUA AMADA CONSTANÇA - CORDEL


HISTÓRIA DO NAVEGADOR JOÃO DE CALAIS E DE SUA AMADA CONSTANÇA
Texto de Arievaldo Viana               Imagens de Jô Oliveira 



      A história do navegador João de Calais é um dos contos tradicionais europeus mais populares no Brasil. O texto original tem mais de 500 anos de existência e é atribuído a Angélica Poisón, A Madame de Gómez (escritora francesa, casada com um espanhol).
      Essa história, transformada em folheto, tornou-se tão popular que era declamada nas feiras e nos alpendres sertanejos pelos cegos rabequeiros, folheteiros e cantadores em geral. Logo nas primeiras sextilhas do texto, o leitor perceberá a reverência aos mestres do romanceiro popular nordestino.
     A narrativa é coesa, simples e de fácil compreensão para leitores de qualquer idade...dos 8 aos 80 anos.

HEIDI - O leitor se transforma num explorador...


 "Heidi não conseguia resistir e parou diversas vezes, virando-se para olhar as altas montanhas atrás de si. De repente, um clarão vermelho surgiu na selva a seus pés, e ela se voltou uma vez mais. A vegetação das pastagens alpinas estava dourada; os rochedos cintilavam, e o vale tinha sido inundado por uma luz cor de âmbar."

Heidi
de Johanna Spyri

O leitor se transforma num explorador, a ficção passa a ser uma descoberta emocionante.

Nas Obras-Primas Universais, você vai descobrir, ou reencontrar, os maiores autores e as mais belas histórias da literatura mundial ilustrada por grandes artistas e comentadas por especialistas.
Um novo conceito: o texto original é complementado por documentos, gravuras e fotos da época, que devolvem a Heidi seu valor de reportagem.
A história, traduzida por Maria Alice Araripe de Sampaio Dória, é toda ilustrada em cores por pelo grande artista Rozier-Gaudriault.
As legendas da parte narrativa passada na Suíça foram elaboradas por Ariane Chottin, que escreveu livros infantis sobre a natureza e a vida animal.
Antoine Guémy, germanista e apaixonado pela cultura alemães, comentou as imagens que ilustram a segunda metade da história. Aqui estão todos os ingredientes para você viver uma magnífica aventura.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

TIETA DO AGRESTE

TIETA DO AGRESTE
 de Jorge Amado
Pastora de cabras ou a volta da filha pródiga, melodramático folhetim em cinco sensacionais episódios e comovente epílogo: emoção e suspense!


Na década de 1970, Sant´Ana do Agreste, pequena vila do interior da Bahia, viveu dias de grande expectativa enquanto se prepara para receber Tieta, filha que retornou depois de 26 anos de ausência. 
Aos 17 anos, Tieta vivera aventuras amorosas que escandalizaram a população. Denunciada pela irmã mais velha, Perpétua, Tieta foi expulsa de casa. Desde a sua partida, o único contato de Tieta com a família era através de cartas que tinham como remetente uma caixa postal em São Paulo. 
Além da correspondência, controlada por Carmô, funcionária dos Correios e a solteirona mais alegre da cidade, Tieta também enviava ajuda financeira para a família. 
O retorno de Tieta abalou a rotina da pacata cidade. 
Tieta retorna rica e poderosa, viúva de um industrial paulista. Ela chega acompanhada de Leonora, moça bela e triste, que apresenta como sua enteada. 
Tieta é recebida com toda a pompa pela família, habitantes e políticos da cidade perdida no mapa e no tempo. Ascânio, o jovem e progressista secretário da Prefeitura, tem como maior ambição fazer a luz elétrica chegar à cidade ainda iluminada por luz de gerador. 
A presença de Tieta e Leonora transforma a vida do pacato vilarejo e de seus tipos folclóricos: o prefeito enlouquecido Mauritônio Dantas, o poeta de plantão Barbosinha, o comandante Dário de preocupações ecológicas, o trio de amigos que controla a cidadela mesa de sinusa, entre outros. 
Leonora e Ascânio se envolvem em um casto romance, enquanto Tieta tem uma tórrida relação com Cardo, o sobrinho seminarista filho da austera Perpétua, que depois também se envolve com Imaculada. 
Por sua generosidade Tieta se transforma na grande benfeitora de Sant Ana do Agreste. A tranquilidade do vilarejo sofre mais um baque com a chegada de representantes da Embratânio S.A., disposta a implantar uma fábrica de dióxido de titânio,altamente poluidora, na cidade. 
Entre tumultos pessoais e políticos, o segredo da vida de Tieta é revelado - ela obrigada a partir mais uma vez, em circunstâncias totalmente inesperadas. Mas Sant Ana do Agreste e seus habitantes nunca mais serão os mesmos, e nunca se esquecerão dela.